A Lenda da Morte

Conheça aqui um trecho das Mitologias que compõem o Universo Alenda.
Essa história remonta a um passado místico, que deu origem a diversas lendas e fatos dentro do Universo, trazendo consequências e a base para aventuras e descobertas de alguns personagens. A Lenda da Morte é recomendada para maiores de 14 anos.

A Lenda da Morte

A GRANDE REBELIÃO

Quando a grande rebelião no reino dos celestiais estava em seu ápice, Mikaela, companheira do Arcanjo Miguel estava nas frentes de batalha, eliminando e banindo os rebeldes para longe do paraíso.

Treinada pelo próprio Arcanjo Miguel, empunhava sua Foice, forjada a partir do metal celestial mais raro de todo o reino, capaz de absorver energia e dispersá-la, somente com a vontade de quem a empunha.

Frente aos golpes certeiros da habilidosa celestial, os rebeldes caíam um a um. Mas um encontro inesperado fez com que Mikaela exitasse em seu próximo movimento.

A sua frente estava o líder da rebelião, o irmão mais velho de seu companheiro. O próprio Arcanjo da Luz, na época chamado Lucibel.

O Arcanjo colocara-se a frente de Mikaela com um pesar nos olhos que por um instante chamaram a atenção da habilidosa celestial:

- “Por que luta contra nós irmã? A mentira que lhe contaram ainda ecoa em seu coração?” - indagou Lucibel, continuando - “Não lhe ocorre que os irmãos que caem sob o jugo de sua lâmina, lutam pela verdade que hoje cega seus olhos?”.

Tomada de fúria, pelas calúnias e heresias por ele proferidas, partiu na direção do Arcanjo da Luz, pronta para sua mais desafiadora batalha.

Mikaela já estava alerta do perigo de ouvir as palavras de Lucibel. Seu companheiro já havia lhe contado sobre o poder de persuasão do Arcanjo, que levou milhares a seguirem suas ideologias corruptivas.

A celestial não se deixaria iludir e em um golpe preciso, riscou o rosto de seu oponente, que afastou-se habilmente evitando ser tomado pelo golpe fatal.

Esquivando-se de mais três golpes, com o sangue vertendo em seu rosto pelo primeiro golpe, Lucibel tentou mais uma vez usar suas palavras a seu favor:

- “Irmã, não me obrigue a enfrentá-la, tu que já esteve em meus braços a compartilhar do mesmo amor que desejo levar aos que desconhecem” - gritou Lucibel esquivando-se de mais um golpe de Foice - “Tu conheces a verdade. A culpa não deve afastá-la do verdadeiro sentimento que habita seu coração...”.

A fúria de Mikaela tornou ainda mais mortal suas habilidades, e girando a arma ao redor de seu corpo, fintou o oponente, transpassando um corte de baixo para cima, fazendo a lâmina cortar a carne de seu peito, lançando-o para longe.

Lágrimas vertiam do rosto de Mikaela, tomada de uma mistura de raiva e tristeza.
De fato havia se entregado aos braços de Lucibel, traíra seu companheiro e concedeu ao Arcanjo da Luz, o afago de sua intimidade. No momento parecia certo, parecia puro e sagrado. Mas a culpa a consumiu.

Antes mesmo da rebelião se iniciar, ela havia provado da verdade escondida. Mas seu coração dividido e o amor por seu companheiro escolhido pelo Criador a fez recuar.

Mikaela pensava estar curada desse sentimento, até encontrar Lucibel em meio a essa batalha. Poderia ter posto fim à rebelião naquele momento. Mas as dúvidas em seu coração a fizeram baixar a guarda.

Outros celestiais, aliados da rebelião, colocaram-se a defender seu líder, atacando em conjunto a guerreira desprevenida.

Mikaela foi jogada ao chão, e as rajadas de poder de seus oponentes queimavam sua pele.
Seria o fim de Mikaela, mas os ataques foram contidos pela Luz emanada de Lucibel.
Antes que perdesse a consciência, pôde sentir e vislumbrar enquanto o Arcanjo da Luz a tomava em seus braços para tirá-la dali.

 

A MISSÃO NÃO PROFERIDA

Quando a consciência voltou a Mikaela, a rebelião já havia terminado. Mas a celestial não estava mais em sua terra natal. Os reinos celestiais estavam bem longe daquele lugar, e ao observar seu próprio reflexo na água, conferiu as marcas deixadas pela guerra.

Seu rosto não continha a pele para cobrir o formato dos ossos, e seu corpo, mesmo curado, ainda estava queimado com as marcas deixadas pela batalha.

A celestial que outrora emanava beleza e exuberância, era tão somente um ser decrépito e cambaleante, sob um manto esfarrapado e um capuz negro.

Não sentia seu poder fluir como antigamente. Algo estava errado. A conexão do local onde se encontrava com o reino celestial não existia mais.

Por dias Mikaela vagou por aquele lugar, uma terra de seres inferiores, corrompidos por suas próprias atitudes.

Seria aquela uma missão dada a Mikaela, para redimir seus erros? Teria sido enviada à terra dos humanos para eliminar a raça que traiu seu próprio criador?

Talvez não tenha sido isso, mas Mikaela tomou para si a missão de levar fim aos filhos de Adão. Aqueles que povoavam aquele planeta, para purificar e restaurar a conexão com sua terra natal.

Mikaela encontrou, em uma fazenda local, uma arma parecida com a que usava nas batalhas de seus irmãos. Tomou para si como um sinal, e iniciou o massacre daquela região.

Desde então, diz a lenda que aqueles que veem um ser esquelético envolto em um manto velho, capuz negro e empunhando uma foice, estão de frente para o seu fim, pois acabaram de encontrar, o próprio Anjo da Morte.

 

OUTRAS HISTÓRIA DA MITOLOGIA

Obrigado por ter lido mais uma passagem da mitologia que compõe nosso Universo. Se chegou até aqui e gostou, compartilhe com amigos que podem gostar e se divertir também.

Estou preparando mais materiais como este para ambientar ainda mais você e todos os que estão curtindo essa jornada dentro de uma nova realidade.

Essa história faz parte da mitologia básica do Universo e suas referências estarão em futuros contos e passagens. Por isso, fique atento às novidades que estão por vir...

...Te vejo lá..!!

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